sábado, 23 de outubro de 2010

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Regis Tadeu

Por Regis Tadeu . 13.09.10 - 16h20

Para começar a gostar de reggae

Quantas vezes você já não ouviu que “reggae é música de maconheiro?”, “reggae é sempre a mesma coisa, a mesma batida” ou “reggae é tudo igual”? Milhares, né?
Minha intenção com a volta do “Para começar a gostar de…” é abordar um gênero muito subestimado, que possui canções belíssimas e , ao contrário do que muita gente pensa, é difícil de ser tocado, justamente por conta do ritmo suingado e da cadência específica, ambos necessários para se fazer o “molho”.
Os discos selecionados abaixo são aqueles que considero essenciais para quem nunca prestou a devida atenção ao reggae. São obras que, embora talvez não sejam as mais importantes de cada artista e grupo, certamente vão facilitar o acesso a um mundo sacolejante e cheio de boas vibrações, sem abrir mão de comentários político/sociais em suas letras.
No final de cada texto, você vai encontrar uma dica de um outro disco da banda ou do cantor que deve ser ouvido caso você tenha gostado do álbum indicado.
Vamos a eles…

BOB MARLEY & THE WAILERS – Catch a Fire
Não dá para começar uma seleção deste gênero com outro nome. Bob Marley foi – e ainda é – a figura mais marcante e espetacular da história do reggae, uma espécie de “Pelé jamaicano”. Ao longo de sua carreira, ele gravou discos bastante emblemáticos, mas nada foi tão impactante para a história da música mundial quanto o seu segundo disco ao lado do grupo The Wailers – do qual fazia parte outra nome lendário, Peter Tosh -, o primeiro por uma grande gravadora, lançado em 1973. Até então, quase ninguém fora da Jamaica havia ouvido algo parecido.
Catch a Fire tem um desfile inacreditável de canções memoráveis – “Stir It Up” (veja aqui), “Concrete Jungle” (veja aqui), “Slave Driver” (veja aqui), “No More Trouble” (veja aqui), “Stop That Train” (veja aqui), sendo que esta última mostrava como havia uma ponte entre o reggae, o blues e o gospel. O instrumental beirava o minimalismo, algo justamente intencional para valorizar as letras e as melodias.
Em cada uma das faixas havia a esperança de que alguns jovens favelados e descalços poderiam mudar o mundo. De certa forma, eles conseguiram…
Ouça também: Uprising (1980)

UB40 – Labour of Love
O poder de expansão do reggae foi tamanho que um dos primeiros locais a abraçar o gênero foi a longínqua Inglaterra, por intermédio da adoração que os punks devotavam aos artistas jamaicanos, solidários com a marginalização em ambos os lados do Atlântico. E um dos grupos responsáveis por tal disseminação foi este grupo britânico multirracial, liderado pelos irmãos (brancos!) Ali e Robin Campbell.
O genuíno amor pelo reggae ajudou os caras a superarem suas deficiências como músicos e foi o combustível perfeito para a criação de discos extremamente instigantes, dos quais este Labour of Love foi peça fundamental para a disseminação do gênero para o mundo.
O tratamento polido e encorpado dado ao disco – que traz versões de antigas canções de alguns dos ídolos dos integrantes do UB40, como “Many Rivers to Cross” (de Jimmy Cliff – veja aqui), “Keep on Moving” (celebrizada pelo The Impressions; veja aqui), “Cherry Oh Baby” (de Eric Donaldson; veja aqui), “Johnny Too Bad” (do The Slickers; veja aqui) e “Please Don’t Make Me Cry” (de Winston Tucker; veja aqui), além de uma inacreditável transformação de uma composição de Neil Diamond, “Red Red Wine” (veja aqui) em um clássico – foi decisivo para tornar o reggae palatável a outros públicos e, consequentemente, levando a uma popularização sem precedentes.
Ouça também: Rat in the Kitchen (1986)

STEEL PULSE – Earth Crisis
Também da Inglaterra veio um dos mais sensacionais grupos da história do reggae. Formado por músicos extraordinários, o Steel Pulse foi capaz de agregar ao gênero outros elementos, como toques de jazz e rhythm n’ blues, sintetizadores, pitadas de música caribenha e um discurso político casca-grossa.
Este Earth Crisis, de 1984, é um daqueles raros discos perfeitos do começo ao fim, ao contrário do que apregoou a crítica especializada na época, que acusou a banda de ter se vendido ao mainstream. Sim, a produção é bem mais cristalina se comparada aos discos anteriores, mas faixas sacolejantes como “Steppin’ Out” (veja aqui), “Tightrope” (veja aqui), “Roller Skates” (veja aqui ), “Bodyguard” (veja aqui) e a faixa-título (veja aqui) grudam nos ouvidos e no corpo como chiclete. Isto em contar a lindíssima “Throne of Gold” (veja aqui), um exemplo de como o reggae pode ser romântico sem ser piegas e cafona. Discaço!
Ouça também: Handsworth Revolution (1978)

PETER TOSH – Mama Africa
Um dos fundadores do The Wailers junto com Bob Marley, Peter Tosh só obteve o devido reconhecimento quando abandonou a banda e se lançou em carreira solo. Após uma sequência de discos memoráveis para os já iniciados no reggaeLegalize It (1975), Equal Rights (1977) e Bush Doctor (1978) -, ele soltou este Mama Africa em 1983 e arrebentou nas paradas, principalmente porque tornou o seu som mais palatável para os padrões do rádio na época, mas sem perder a visceralidade do discurso.
Sem deixar de revisitar o passado com ouvidos no futuro – ouça a sua própria versão de “Stop That Train”, dos Wailers (veja aqui) e a estupenda recriação de “Johnny B. Goode”, de Chuck Berry (veja aqui) -, Tosh revitalizou o gênero com astúcia e um oportunismo exemplar, agregando uma forte influência do rhythm n’ blues e do soul.
Os quase oito minutos da hipnotizante faixa-título (veja aqui), logo na abertura, tinham a função de apresentar um manifesto saudosista e esperançoso ao mesmo tempo, estampado também em “Glass House” (veja aqui). Por outro lado, a sacanagem implícita presente em “Maga Dog” (veja aqui) contrasta bem com a seriedade do discurso apaziguador de “Peace Treaty” (veja aqui). É como se um disco oferecesse múltiplas imagens em um mesmo espelho.
Ouça também: os discos citados no texto acima.

sábado, 16 de outubro de 2010

esse é o som da banda Mauê

http://www.youtube.com/watch?v=MmTrdW8j0lI

Reggae

 
Reggae
Bob Marley em um concerto em Zurique

Bob Marley em um concerto em Zurique
Informações gerais
Origens estilísticasR&B · Jazz · Blues · Mento · Calypso · Ska · Rocksteady · Soul
Contexto culturalDécada de 1960 Jamaica, especialmente Kingston
Instrumentos típicosBaixo - Bateria - Órgão - Metais - Escaleta - Guitarra - Tambor de aço
PopularidadeDa década de 1970 em diante, a popularidade variou
Formas derivadasDancehall - Dub - Ragga
Subgêneros
Roots reggae - Lovers rock
Gêneros de fusão
Reggaeton · Reggae fusion · Seggae · 2 Tone · Samba reggae · Reggae punk
Outros tópicos
Música da Jamaica - Anexo:Lista de músicos de reggae
Reggae é um gênero musical desenvolvido originalmente na Jamaica do fim da década de 1960. Embora por vezes seja usado num sentido mais amplo para se referir à maior parte dos tipos de música jamaicana, o termo reggae indica mais especificamente um tipo particular de música que se originou do desenvolvimento do ska e do rocksteady.
O reggae se baseia num estilo rítmico caracterizado pela acentuação no tempo fraco, conhecido como skank. O estilo normalmente é mais lento que o ska porém mais rápido que o rocksteady, e seus compassos normalmente são acentuados na segunda e na quarta batida, com a guitarra base servindo ou para enfatizar a terceira batida, ou para segurar o acorde da segunda até que o quarto seja tocado. É principalmente essa "terceira batida", sua velocidade e o uso de linhas de baixo complexas que diferencia o reggae do rocksteady, embora estilos posteriores tenham incorporado estas inovações de maneira independente.
O cantor e compositor Bob Marley é o ícone deste estilo musical[1].

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Informação urgente!

Um deslizamento de terra provocado pela seca nos rios da Amazônia voltou a ser registrado na madrugada desta segunda-feira na cidade de São Paulo de Olivença (a 988 km oeste de Manaus). A ação destruiu ao menos 70 casas. Não há registros de feridos ou mortos. Trinta e duas pessoas estão abrigadas em escolas públicas da cidade.
São Paulo de Olivença foi fundada em uma faixa de terra margeada pelo rio Solimões. Atualmente, o rio enfrenta uma seca histórica por causa da estiagem. A prefeitura decretou situação de emergência. A falta de água potável é o maior problema do município.
Segundo o coordenador da Defesa Civil local, Edivilson Braga, o deslizamento aconteceu em uma faixa de terra de pelo menos um quilômetro de extensão e altura variando entre 30 metros a 60 metros. Ele diz que a região é residencial, mas um reforço policial foi solicitado à cidade vizinha de Tabatinga. "Populares ameaçam saquear os supermercados", afirmou.
Em agosto, em outra parte de São Paulo de Olivença, um deslizamento ocorreu em uma faixa de terra de 700 metros de comprimento e 15 metros de altura. Cerca de cem famílias foram retiradas das casas.
A Defesa Civil informou que o deslizamento nas margens dos rios é conhecido como o fenômeno de terras caídas e ocorre, geralmente, no período da vazante, no verão amazônico, que inicia em junho e se encerra no mês novembro. A velocidade da correnteza dos rios é o que provoca o desprendimento das terras das margens, levando-as para outros lugares.